McDonald`s realiza rebranding

26 janeiro 2015 Nenhum comentário
O "rebranding" da rede de fastfood americana McDonald não é uma surpresa. Com 60 anos de existência a marca sentiu, finalmente e com certo atraso, a necessidade de reformulação de toda sua identidade visual, o objetivo é recuperar a queda de pouco mais de 1% na bolsa de valores mundial, ocorrida em 2014.


Várias ações urgentes estão sendo realizadas por todo mundo, assim como o seu principal concorrente, o Burger king, uma das primeiras atitudes será diminuir a quantidade de produtos no cardápio, maximizando a escolha do consumidor aos seus produtos básicos, e em contrapartida, a rede também realiza teste em 4mil dos seus restaurantes nos EUA (são 12mil no total) de uma nova forma de atendimento: o cliente acessa um terminal eletrônico e seleciona entre 20 itens, àqueles que deseja para formar seu sanduiche goumert. E ainda pretende lançar um aplicativo para celular, onde o cliente poderá fazer e pagar seu pedido, sem precisar aguardar na fila de atendimento (Mas só agora?).


A nova identidade acompanha o sucesso das marcas minimialistas, com uma cartela de cores que lembram bem a marca antiga, mas bem variada e imagens limpas e simples criadas com o foco para o trio chefe: o big mac, as batatinhas e o sundae, todos acompanhados discretamente por um "M" ao lado inferior direito, todas representadas em forma de pictograma sobre um fundo branco.

"Loucas pra casar" de Roberto Santucci com Ingrid Guimarães

05 janeiro 2015 Nenhum comentário
LOUCAS PRA CASAR

A Direção de Loucas pra casar é de Roberto Santucci, responsável por De pernas pro Ar, que também possui Ingrid Guimarães como protagonista. É aceitável entender que o humor de Ingrid nas telonas é sempre o mesmo, cenas de constrangimento público e gritos eufóricos são suas armas de humor, claro que a atuação deslizante entre o “mais do mesmo” é ofuscada pela presença, extremamente necessária, da dupla Tatá Werneck e Suzane Pires, que dão fôlego de existência para a fita.
Na História, Malu (Ingrid Guimarães) tem 40 anos e trabalha como secretária de Samuel (Márcio Gárcia), que também é seu namorado há três anos. Ela aguarda ansiosa pelo pedido de casamento que fica cada vez mais iminente, mas que pode ir pelo ralo quando Malu suspeita que Samuel pode ter uma amante, descobrindo logo em seguida que na verdade, ele possui duas amantes. Daí em diante, as três mulheres batalham para conseguir a atenção do garanhão, e ser a escolhida para viver ao seu lado para sempre. A Dançarina de boate Lúcia (Suzana Pires) e a fanática religiosa Maria (Tatá Werneck) prometem não desistir tão fácil de Samuel, deixando Malu nervosa e cada vez mais maluca. 
Em Loucas pra casar a tentativa demorada em oferecer ao público uma reflexão é tão medonha e exagerada quanto o amor do trio feminino pelo Samuel, talvez não seja culpa do roteiro assinado por Marcelo Saback, mas pelos longos diálogos, por vezes engraçados e por horas não, das três mulheres que na verdade parecem ser uma só.

OS CARAS DE PAU com Leandro Hassum e Marcius Melhem

22 dezembro 2014 Nenhum comentário
OS CARAS DE PAU EM O MISTERIOSO ROUBO DO ANEL

O humor bobo, lembranças reais do tempo áureo dos Trapalhões, é apresentado com qualidade, pela dupla Jorginho (Leandro Hassum) e Pedrão (Marcius Melhem) em Os Caras de pau em O Misterioso roubo do anel,  longa que leva os dois seguranças desastrados da telinha da Rede Globo para as telonas do cinema, na busca incessante pelos ladrões do tal anel do enorme título do filme.
Leandro Hassum e Marcius Melhem são comediantes meio que Zorra Total, teatrais e gesticulosos, ambos conseguem caminhar na tênue linha do exagero e do engraçado de forma perigosa, por vezes nos enchendo de gargalhadas e em outra de vergonha alheia. O Humor do filme sai da velha receita do humor nacional, o qual satura o mercado cinematográfico com filmes de integrantes do canal porta dos fundos ou com o Paulo Gustavo, trazendo sempre os mesmos temas e as mesmas situações.
Em Os caras de pau, cada personagem tem seu espaço, possui seu humor peculiar, ou seja, vê-se que cada integrante da história está para contribuir com o riso final, e não para trazer multidões aos cinemas. Claro que as crianças serão as mais afetadas pela enxurrada de situações embaraçosas e lúdicas submetidas à dupla protagonista, e talvez alguns adultos tenham que se esforçar para achar algumas cenas engraçadas, e acredito que esse seja o efeito esperado pelo filme, fazer com que adultos percebam que para rir não é necessário um polvo vibrador ou um homem vestido de mulher, e sim um humor limpo, infantil e verdadeiramente, engraçado.

Relatos selvagens: Filme sobre nossa ira interior.

25 outubro 2014 Nenhum comentário
O cinema é o meio mais real para se contar histórias vivas, com começo, meio e fim (que podem ser apenas um novo recomeço), meio em que o emocional domina lotado de sentimentos, da angústia dos filmes de terror, aos romances adocicados com trilhas melosas e, por fim, aqueles que nos transportam para a tela como parte integrante ou os próprios personagens, são filmes que possuem o poder de gritar aos nossos ouvidos: "Essa história poderia ser sua!" ou "Esse protagonista poderia ser você!". O jovem diretor argentino Damián Szifron, escreveu e dirigiu seis histórias de diversas vertentes da sociedade urbana que nos converte e provoca individualmente identificações com seus personagens, e as reuniu em uma só obra cinematográfica, intitulada: Relatos Selvagens.
 
O sucesso de público na Argentina, com mais de três milhões de espectadores, fez com que o longa fosse o escolhido à concorrer uma vaga aos indicados na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015, concorrendo com o nosso "Hoje eu quero voltar sozinho". A estreia no Brasil aconteceu na Mostra de Cinema de São Paulo, despois de seu grande reconhecimento como o único filme latino-americano na competição oficial do Festival de Cannes, onde foi aplaudido de pé após a exibição. (Por coincidências previsíveis, o mesmo aconteceu na sala em que estava, palmas eclodiram durante e após o filme).
 
Relatos selvagem é uma grande malha costurada por seis pedaços (inteiros) de histórias contadas em terceira pessoa. Livremente baseadas em fatos do cotidiano e banhadas em um humor negro de gargalhadas certeiras, o longa dança por cima de seu próprio bem feito, as histórias acontecem de forma a fomentar no espectador o sentimento de querer sempre mais, de sugar ao máximo o poder de cada conto, satisfazendo-se com cada detalhe e pedaço da aventura dos protagonistas que ligeiramente passeiam pela tela, até sumirem nos clímax de seus próprios devaneios.
 
O Ser humano é sem dúvidas um ser movido pela ação e reação, e todos os dias somos testados dentro desses limites: Até onde você iria para proteger o filho que matou irresponsavelmente alguém? Até onde você vingaria o culpado pelo suicídio do seu pai? A traição do seu recém marido? E até mesmo, o que você faria quando cansado estivesse do mundo e das pessoas que tanto te fizeram mal? A verdade é que devemos continuar a vida e deixar tudo isso passar, nossa leis e a moral da sociedade não nos permitirá nunca causar dano por conta de um dano sofrido, é tipo pagar o mal com o mal, esqueça isso e entre de cabeça na ira dos personagens de Relatos Selvagens.
 
Ir ao cinema é conferir histórias de outras vidas, mas desde já deixo meus agradecimentos a mente fértil e doentia no estágio 2 do criativo Szifron, que apresentou em seu filme, mas do que a história dos outros: apresentou nossas histórias interiores, aquelas que planejamos e executamos em nossa mente, mas que a falta da coragem de coloca-las em práticas nos qualifica como seres humanos melhores. Um pouco melhores.
 
 
 

Tim Maia - O Filme

16 setembro 2014 Nenhum comentário

Se tem algo que o cinema nacional sabe fazer é cinebiografia. Desde "2 filhos de Francisco" lançado em 2005, sempre surge a história de algum brasileiro cantor nas telonas, e agora chegou a vez de Tim Maia que estreia no próximo dia 30 de Outubro, confira o trailer:


A cinebiografia é baseada no livro "Vale Tudo - O Som e a Feuria de Tim Maia", o filme percorre cinquenta anos na vida do artista, desde a sua infância no Rio de Janeiro até a sua morte, aos 55 anos de idade, incluindo a passagem pelos Estados unidos, onde o cantor descobre novos estilos musicais e é preso por roubo e posse de drogas.

A direção é de Mauro Lima (Meu nome não é Jhonny), Babu Santana é Tim Maia adulto e o Róbson Nunes, Tim Maia adolescente, Alinne Moraes, Cauã Reymond, Laila Zaid e Alice Braga.

Banda do Mar - Lança clipe do hit Mais Ninguém

26 agosto 2014 Nenhum comentário

Você orfã  dos Los Hermanos e é fã do Marcelo Camelo.
Você que adora as letras e o canto doce da Mallu.
E você que adora os dois: EU!

Tenho notícias ótimas, eles estão unidos ao baterista português Fred Pinto Ferreira, na novíssima BANDA DO MAR.

Os fãs da Mallu sempre vibravam quando Marcelo, namorado da cantora, subia ao palco para um dueto tão cor de casalzinho que os dois protagonizam no meio indie brasileiro, e agora será possível assitir ao show da banda, já que uma turnê nacional já está programada, e vê-los no palco vai ser algo tão comum, mas muito esperado.

O primeiro clipe foi lançado esta semana, Mais ninguém, ficou bacanérrimo... feliz em saber que ainda temos músicos com fôlego, e as dancinhas dos integrantes são tipo: fofas.




Para comprar o Cd BANDA DO MAR no iTunes: http://smarturl.it/bandadomar

Azul Resplendor - Peça faz linda homenagem ao teatro

18 agosto 2014 Nenhum comentário

Para curar um domingo vazio e sem graça como tantos outros, aceitei o convite de um amigo para ver uma peça em seu ultimo dia de apresentação de uma curtíssima temporada de final de semana. Verifiquei os atores principais de Azul Resplendor, e logo me animei a ir conferir Eva Wilma, uma das mais soberbas atrizes brasileiras no palco. Tive inúmeras surpresas nesta noite de domingo, que possivelmente, como já dito, tantos outros, acabaria apenas com o episódio inédito de uma série que acompanho na preguiça pós-fantástico.

Azul resplendor é uma homenagem ao teatro, eu sou fã de metalinguagens, adoro quando a arte fala sobre si mesma, o autor Eduardo Adrianzén, premiadíssimo na cena hispânica, discorre sobre a verdade nua e crua do camarim das celebridades ocas, musculosos, vaidosas e claro, daqueles que amam estar no palco, com personagens tão caricatos quanto aqueles que acompanhamos no cotidiano pelas revistas e sites de fofoca.

No drama, Tito Tápia (Renato Borghi) é um ex-ator que nunca conseguiu um papel de destaque, considerado ruim pelos colegas de profissão, sua inexpressividade o levou a desistir do teatro, mesmo amando-o mais que a si mesmo, para dedicar-se a cuidar da mãe doente, que ao falecer, deixou uma herança significativa, encoranjando-o a ir em busca de um antigo amor, Blanca Estela Ramírez, uma grande estrela de seu tempo, agora aposentada. Tito convence a decadente Blanca Estela a unir-se a ele no projeto de sua autoria, onde faz homenagem as mulheres de sua vida: Blanca, sua mãe e avó já falecidas.


As entranhas do teatro são apresentadas em cada personagem que surge aos poucos em cena, da decepção de Blanca que vive seus últimos dias tentando conviver com sua própria decadência que chegou junto a velhice, de Tito Tápia que não aproveitou a vida e tão pouco dedicou-se mais aos palcos, ao avassalador diretor Antônio Balaguer, consagrado arrogante que vive o ápice de seu sucesso, junto a sua assistente, Glória Campos, personagem traumatizada por viver as sombras do famoso diretor e para encerrar com maestria os caricatos personagens; a bela e vazia Luciana Castro, atriz reconhecida por sua beleza e futilidade, e o musculoso Giancarlo Varoni, ex-modelo que conseguiu alguns bicos como ator e fez sucesso devido seu avantajado corpo físico.


Azul resplendor é uma linda homenagem a vida, aos palcos, a histórias contadas em cada peça de teatro, ao encanto que é viver e sonhar junto a personagem que guardamos na memória. Mesmo com doses altas de ironias, por vezes um humor escrachado e claro, o dramalhão que coça os olhos,  cada ato é apresentado com delicadeza e diálogos ágeis,  deixando bem claro que a vida imita a arte, que o tempo passa, que a vida segue seu rumo, e que como o fogo, ao morrer, ele libera uma pequena faísca azul, e esse azul é o seu resplendor.
 
Desenvolvido por Michelly Melo.