Gol - Linhas Aéreas | Rebranding

17 julho 2015 Nenhum comentário
Quando uma empresa assume a necessidade ou sabe que é o momento de realizar o rebranding de sua marca, ela está colocando em pauta toda a sua história, e a história de uma marca é como os olhos e a consciência do consumidor a entende, é o valor percebido que tanto faz a diferença no momento da compra.
A GOL Linhas Aéreas Inteligentes apresentou esta semana a nova logomarca, fortificando as cores e criando um novo visual com ideia de conexão e modernidade, dando maior destaque ao "o" cinza, que na marca de outrora era apenas uma sombra.

Mas a atualização da marca vem com todo um reposicionamento comercial e de comunicação, a empresa em sua página do facebook, deixa claro que as mudanças são mais internas que externas, como a modernização de procedimentos e serviços de atendimento, onde uma das novidade é oferecer conexão Wi-fi nos vôos a partir do próximo ano. Agora é esperar, se essa empresa de aviação que revolucionou o mercado aeroviário vai continuar se destacando e criando novos conceitos para o que já existe.



3x0 Pra mim.

01 julho 2015 Nenhum comentário
Três assuntos estão, definitivamente, banidos da minha timeline do facebook:

1. Dilma.
2. Cristiano Araújo.
3. Maioridade Penal.

1.
O governo petista está em crise. O Brasil está em crise. O mercado está em crise. Minha vida está em crise e tudo culpa da presidente do país: Dilma.
Sim!
O Segundo mandato da dama de vermelho começou descendo pelo ralo, tudo que até ano passado era perfeito como a inclusão social, o FIES, o zero IPI e blá blá blá, tornou-se os grandes culpados pelo caos de agora. Mas espera: Aonde essa crise começou?
Não foi no facebook da empregada doméstica da D.Branca, que agora pode acessar as redes sociais por que conseguiu comprar um notebook e pagar por um ponto de banda larga. Também não foi no noticiário que passou na TV por assinatura do Sr.José porteiro, e também, acreditem, não é culpa do Fabrício que está terminando a faculdade de direito que o pai dele, o Sr.José, lembra do porteiro? Não podia pagar.
A Crise começou com os grandes, com quem tem muito dinheiro, eles foram os primeiros a sentir que o dinheiro antes só deles, estava sendo dividido, isso, entendeu? Estava descendo pelo ralo, pelo ralo das comunidades, para o bolso de quem antes não tinha nada, somente as panelas. E sabe quem agora tem panelas? Essa galerinha com bolso furado, que aprendeu a fazer barulho de dentro dos seus apartamentos, batendo panela, na hora da novela. Que incomodo!!!

2.
Uma tragédia. Um jovem homem, uma jovem mulher, o fim de duas vidas.
Triste. Verdadeiramente acidentes de trânsito não deveriam existir. Temos todas as proteções existentes e podemos tomar todas as medidas de prevenções necessárias, evitar ou minimizar essa é a ideia sempre. Mas Cristiano Araújo não teve essa sorte. 
Porém, espera um pouco, quem era Cristiano Araújo?
É incomodo para os fãs do sertanejo aceitar que muitas pessoas não o conheciam. Recentemente fiquei sabendo que um amigo não conhecia Maria Bethânia, tomei um susto também, negamos aceitar que alguém não conheça tal pessoa que nós, amamos e conhecemos tanto. Mas quem é obrigado? Quem se importa?
Cada um vive seu mundo. Eu não conhecia Cristiano Araújo, não conhecia suas músicas, sua história, seu mundo... Não sabia e até hoje, infelizmente, a única notícia que tenho é a da sua morte tão prematura.
Que ele descanse em paz.

3.
Fui a favor da diminuição da maioridade penal. FUI!
Hoje, não sou. Cresci. 
Descobri que nem todos os jovens tiveram a mesma sorte do que eu.
Alguns, PASMEM: nasceram e cresceram dentro de um único compartimento de madeira ou barro, que educação pra eles era catar lixo na rua, que uma mãe bêbada e um pai drogado tinham crescido igual a ele, que para comer ele tinha que pedir, implorar, fazer aquela cara de coitadinho que você já deve ter visto, quando alguém na rua te pediu algo... e não receber, e aceitar, aceitar que o mundo tão bonito para os outros era tão cruel pra ele. E ser cruel era a sua escolha.
Mas calma, não estou defendendo o mal que ele irá ou que já causou a outrem. Estou apenas mostrando que o problema não é o resultado e sim a soma. E que o governo é responsável por evitar que isso aconteça desde o berço e não quando já está feito, culpando o menor. Esse que só queria um pedaço de pão, dez anos atrás.







As Cores Da Empatia

28 junho 2015 Nenhum comentário


F. Fitzgerald em seu romance O Grande Gatsby, inicia-o com um diálogo que revela de imediato toda a dimensão da história que ali será contada:

Em meus anos mais jovens, e mais vulneráveis, meu pai me deu um conselho que nunca esqueci.
- Antes de criticar alguém. - Ele me disse. - Lembre-se de que nem todos tiveram as oportunidades que você teve.

Já imaginou se todos os pais dissessem isso aos seus filhos? Eu consigo logo imaginar um mundo melhor. Uma sociedade que utilizaria a empatia como principio ético e moral, fortaleço com esses dois princípios, por que não seria algo só ético, onde poderia ser julgado, mas moral, onde o próprio ser humano teria que utilizar-se da empatia todos os dias, todo o momento. Assim, chegaríamos a um momento, onde não seria necessário nem colorir um avatar na rede social para dizer que defende ou faz parte de uma causa. Acho até mesmo que não existiria causa para ser conquistada. 

Ainda em um futuro de paz imediatista, penso que se não existe causa alguma para ser defendida, imagino que no passado, nossos ancestrais não atravessaram um período de escravidão, que as mulheres sempre foram iguais aos homens em direitos e deveres, e que tão pouco Hitler existiu, e se existiu, ninguém nunca ouviu falar dele. Que bacana seria, não seriamos obrigados hoje em dia, a ter que aceitar que "Cada um tem sua opinião" quando essa opinião é dizer que "dois homens não podem se abraçar em público por que uma criança não pode ver isso!".

A empatia que defendo ela quase existiu, juro! A Humanidade teve uma chance única de entender que a única coisa que precisávamos fazer para ter um futuro de paz era utilizarmos a empatia. Até agradeço Jesus Cristo todos os dias por ele ter tentado, foi tão bonito, ele prestou socorro à uma prostituta, abraçou um leproso, perdoo ladrões, e até disse que salvaria quem fizesse isso. Mas não entenderam o recado, e conclusão, aqui estamos, com alguns esperando Jesus voltar e buscá-los, enquanto pedem a crucificação social de quem quer viver o amor. O Amor que Jesus Cristo pediu que defendessem.

No final aquelas cores que se propagaram pelos avatares do perfil de pessoas do mundo todo, não comemoravam apenas a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo no maior país do mundo. Não só isso, mesmo isso já sendo muito, muito mesmo. Mas demonstra que existe uma revolução interna, medrosa, que preenche o sentimento de cada um, que defende a empatia como principio social, falta muito, talvez não caminhamos nem 10% do caminho para um mundo mais colorido, mas justo, com mais amor. Porém, estamos bem perto, estamos um ao lado do outro, ou você não percebeu que muitos amigos seus, mesmo héteros também demonstraram que estão disposto a juntar forças, alguns acovardados e com medo da grande mudança social que um dia acontecerá, mas eles estão ali. 

E uma hora ou outra amigos, não seremos mais a minoria, seremos nós, cada um poderá demonstrar sua grandiosidade. A Grandiosidade de ser uma pessoa como outra qualquer, com o direito de abraçar, beijar e amar quem e aonde quiser, sem a necessidade de avatares coloridos.


Guelã, Novo Álbum de Maria Gadú

27 junho 2015 Nenhum comentário


Shimbalaiê é uma das canções mais doces de todo o repertório de Maria Gadú, disto não restam dúvidas ao mais humilde dos amantes da música popular brasileira, porém, em seu mais recente trabalho, Guelã, a talentosa paulistana apresenta uma face madura e mais tocante de todos os seus outros álbuns. O sentimentalismo que discorre pelos versos e acordes musicais de cada canção deste novo trabalho, interpretam uma jovem mulher que sabe dizer o que pensa e que pensa com a alma, Guelã é um album instropectivo dos sentimentos de MARIA GADÚ.

É um disco feito a pouquíssimas mãos. Trabalhei meticulosamente em cima dele dentro de casa, com preciosismo e cuidado. Não é um apanhado de canções, todas elas têm a ver entre si. Nos meus outros lançamentos, desde 2009, trabalhei com pessoas muito boas, mas desta vez senti a necessidade de me desafiar e ver quem eu era. Foi muito legal e diferente.  Nesse momento, eu sou exatamente o que está ali no disco”, disse Gadú em matéria especial para o lançamento do álbum na plataforma digital Deezer. 

Quando lançada o primeiro single de trabalho, Obloco, confesso que mesmo gostando da animada letra, fiquei apreensivo se não seria mais do trabalho mediano que ela havia produzido nos dois últimos discos. Surpresa boa foi quando um amigo me indicou a maravilhosa "trovoa" única música não assinada pela cantora no álbum, e sim por Maurício Pereira, que a lançou de uma forma menos intimista em 2012, em seu disco Pra Marte. Porém, Gadú entregou toda a sua voz e seu encanto para os versos poéticos e densos desta linda canção, que faço questão em postar para vocês.




As outras nove canções carregam toda a delicadeza do álbum, cada uma de sua forma, com sua melodia. "Tecnopapiro" alinha uma inteligente metalinguagem das diversas formas de tecnologia de comunicações e conhecimentos de nossa sociedade, claro que perfazendo um sentimentalismo amoroso, como uma declaração de amor tão sutil quanto a forma de encaramos o nosso próprio avanço. Tornando-se uma das músicas menos sérias e dolorosas de Guelã.




E para não entregar todas as surpresas do álbum, indico por último a canção que mais movimentou meus sentimentos, que de alguma forma, Gadú compôs e interpretou quase que exclusivamente para o momento em que a escutei, como se tivéssemos combinado tal liberdade poética.


Semi-voz foi escrita a três mãos por Maria Gadú, Maycon Ananias e James McCollum. Uma canção de amor, como deve ser, que coube direitinho dentro dos sentimentos guardados. 

Guelã já está disponível nas principais lojas, comprei o meu nas Lojas Americanas por R$ 24,90.

Para comprar, ouvir ou baixar, clique nos links abaixo:
iTunes: http://som.li/1SyCmGb
Google Play: http://som.li/1KhsYB7
Spotify: http://som.li/1AtxUCE
Deezer: http://som.li/1Aa9Dll
Rdio: http://som.li/1KuPidK
Napster: http://som.li/1Rh5osj



Análise: Los Hermanos - Doc

28 maio 2015 Nenhum comentário
A música brasileira tem ganhado cada vez mais as salas de cinema, a produção de documentários musicais e filmes que contam a história de músicos consagrados de nossa história está em evidência. Recentemente foi lançado finalmente o documentário Los Hermanos – Esse é só o começo do fim da nossa vida, mais um desses longas focado na cena musical brasileira, a banda sem dúvidas, uma das mais adoradas dos últimos anos, chega a telona não como merecia, mas como todo fã gostaria de vê-los: melancólicos e extremamente fumantes. 
Literalmente, a diretora Maria Ribeiro retrata a turnê ocorrida durante o ano de 2012 com um grande e vazio filme, que reúne as interpretações ocorridas nos palcos de várias cidades brasileiras, mas sem nortear ou contar uma história, não existe conteúdo a não ser o agridoce musical da banda e as tiradas sarcásticas deRodrigo Amarante, que merece e tem maior destaque do que Marcelo Camelo, mesmo que ambos tenham enorme significado para a banda. 
Os fãs são tratados apenas como partes de uma multidão que lotam as casas de shows, são muitos e estão por todos os lados, aos gritos e com lágrimas nos rosto, enquanto a banda  por trás do palco vive seus momentos de pré-show, discutindo o set list e bebendo cerveja.  Vez por outra, algum integrante dá um rápido depoimento para a câmera ou oferece um osso de carne roído,  momento em que Rodrigo Amarante salva novamente o longa. 
É exagero a exibição nos cinemas, se analisarmos que tal documentário efetivamente não faz o mínimo do seu requisito que seria contar uma história, dizer algo, trazer para o cinema mais do que músicas tocadas uma após a outra. Los Hermanos – Esse é só o começo do fim da nossa vida poderia apenas ter ido parar nos extras do DVD da turnê, mas entendo completamente a alegria do fã em poder ir ao cinema ver a banda tocando suas músicas favoritas, enquanto timidamente tenta cantar silenciosamente dentro no escuro frio da sala. 

5inco Músicas de Chico

12 maio 2015 Nenhum comentário

Chico Buarque é aquele amigo que se senta ao seu lado, não de frente, ele não quer te olhar nos olhos, ele é daqueles que prefere olhar o seu mesmo horizonte. E ele faz isso, com as suas músicas.

Escolhi cinco músicas deste grande poeta para reviver o blog. (Músicas que admiro e não, as melhores ou as maiores ou as mais históricas)

5. A Banda (1966)

Com certeza você já deve ter ouvido esta música de Chico. A Banda traduz a alegria de um homem que recebe o convite de seu amor para ver a banda que passa pelas ruas da cidade, logo ele percebe que a felicidade toma conta de todos que acompanham o festa na rua. E que seu único desejo é que a banda não pare de tocar nunca, para que a felicidade de todos continue para sempre.


4. Apesar de Você (1978)

Chico apresenta nesta canção um hino de alguém que precisa continuar a vida após o fim de um amor, a tristeza é tocada de forma que somente Chico consegue expressar, ele canta a dor que irá passar com o amanhecer de um novo dia.


3. Roda Viva

A Vida tem seus momentos de alto e baixo, nesta canção, Chico apresenta como a vida é cheia de mudanças, com as quais só temos que acompanhar e sobreviver.


2. Cálice (1978)

Chico durante a ditadura militar reiventou-se com a crítica ao período político com a canção Cálice.
Até hoje, esta música é tão dolorida quanto àquele momento já passado de nossa história.


1. Olhos nos Olhos (1976)

Finalizo com a canção das canções de Chico. Aqui, A amor é decifrado por lágrimas ditas em música. Chico é tão poético quanto poderia ter sido ao definir a dor da perda de um amor. Linda canção.





Análise - Velozes e Furiosos 7

10 abril 2015 Nenhum comentário

O sucesso da bilheteria poderia estar definido pelo apelo emocional proposto nos trailers e cartazes do filme referente à morte prematura de um dos seus coadjuvantes, mas para grata surpresa, ele vai muito além do emocionante destino de seu personagem.

O filme consegue ser o melhor de todos que lhe antecedem. Ele tem suas falhas, mas é o “melhor” em sua própria escala de seleção natural. James Wan, diretor que nasceu em Hollywood apresentando o terror Jogos Mortais, seu primeiro grande filme, e depois continuou com seus suspenses de sucesso como Invocação do Mal (2013) e Sobrenatural (2011), chegou com certo respaldo para a direção de “mais” um filme de carros que correm velozes em estradas longas. Chegando no momento certo, com um elenco maduro e cheio de si em cena, um roteiro bem estruturado para apresentar ações ininterruptas e claro, muito combustível e explosões.

O elenco evoluiu bastante nestes 15 anos, tanto profissionalmente, pois ficaram mais conhecidos devido a outros trabalhos ou idolatrados como a talentosa Michelle Rodriguez que já morreu e já voltou do mundo dos “Não lembro o que aconteceu!” em outros filmes da franquia, como também estão melhores em cena. Vin Diesel, o clássico macho alfa do grupo é o chefe todo poderoso, sempre responsável em estruturar a equipe para vencer algum mal, ele  consegue ser bem mais humano e sensato com seu personagem Dominic Toretto, sendo responsável por uma das homenagens mais bonitas feitas pelo cinema a um ator morto. Que Paul Walkerdescanse em paz, pois seu personagem e sua contribuição para a saga foi muito bem agradecida pelos diretores e amigos.

O Vilão interpretado pelo poderoso Jason Statham aumentou a qualidade do longa ao nível quase anos 80, quando os grandes heróis invencíveis do cinema como os de Arnold Schwarzenegger e Silvester Staloneenfrentavam na porrada os seus vilões inescrupulosos, em Velozes, ele cerra o punho e parte pra cima da porrada, enfrentando com força e potência os grandes Dwayne Johnson e Vin Diesel.

Nas coletivas de imprensa do filme, foram anunciados mais duas continuações, ou seja inicia-se uma nova trilogia, mas não se assuste, se os dois próximos Velozes conseguirem manter a qualidade deste, teremos ótimas corridas de carros turbinados pela frente, mas se não dermos tanta sorte assim, se esse já valeu pelos seis que estão para trás, então valerá pelos infinitos que estão à frente. O destino talvez seja só uma estrada longa, bem longa.

Originalmente publicada em odivulgador.net
 
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