O cinema Indie americano

11 fevereiro 2013

Quentin Tarantino, Ethan Coen, Joel Coen, Spike Lee, George Romero e Steven Soderbergh, hoje, cineastas cultuados por cinéfilos e divergentes junto a crítica, que se dividem em amar ou odiá-los, são diretores pertencentes a uma seleta classe de corajosos cineastas que criaram e fortificaram um gênero de cinema americano, que persiste consolidado escapando das diretrizes hollywoodiana. O cinema indie, independente, já foi mais puro, porém continuar a ser o mais autoral dos gêneros atualmente.


Um cinema de autor, jovem, pop, minimalista, cult e dogmático, o genero indie subverte os métodos narrativos convencionais, ofertando à um publico cada vez maior, que enchem as salas de cinema em busca mais do perfil cinematográfico do diretor do que da própria historia a ser acompanhada, histórias que vão além da ficção, que buscam no elemento surpresa dos diálogos afiados, das criticas nunca atenuadas, das corajosas tomadas de extrema violência ou hardcore a atenção do espectador, que como dito antes, ama ou odeia o filme apresentado.

Cães de aluguel (1992) apresentado por Quentin Tarantino, com um elenco quase totalmente masculino, é um dos maiores exemplos do cinema indie. A história do grupo de ladrões que roubam uma maleta de diamantes permeia uma violência banhada de sangue e diálogos inesquecíveis. Conhecido pelas cenas memoráveis que formam uma geração de referencias pop até a narrativa não linear, baseada em flashbacks até o chocante final. Tarantino criou sua filmografia com títulos que seguem o mesmo estilo, como Pulp Fiction, Kill Bill, Bastardos Inglórios e Django Livre.

Em seu inicio o cinema Indie, não apoiado pelos estúdios, tinham um orçamento baixo e grandes lucros. Percebendo a receptividade do gênero, os estúdios passaram a comercializar os filmes, mesmo sem produzí-los, as fitas eram compradas e comercializadas para os cinemas do mundo todo, hoje, percebendo o grande lucro, investe-se cada vez mais nesses diretores que conquistam espaço maiores nas salas de cinema. 

A autonomia cinematográfica conquistadas por esses diretores, comparáveis a ousadia de grandes nomes como Griffith, Charlie Chaplin e Mèlie, que também provocaram suas revoluções na historia do cinema, poderá se perder com o tempo, quando engolidos pela máquina capitalista dos grandes estúdios, mais enquanto a receita do bolo não depender do forno ou do preço do pedaço vendido, estaremos com bons filmes para assistir. 

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