Crítica: O Grande Gatsby

12 junho 2013


Adaptar um romance não é uma tarefa fácil para nenhum diretor, embora as grandes produtoras de Hollywood sempre busquem na literatura uma história boa à ser contada, é um ação que pode levar a grandes fracassos de bilheterias.  Multiplica-se todo esse risco, quando o diretor é um visionário e o romance adaptado é de 1925, que já teve outras duas adaptações para o cinema e no mínimo uma para a TV. Aguardado de modo silencioso pela crítica, O Grande Gatsby sob a direção de Baz Luhrmann, enche os olhos do público com sua beleza e a magnitude do romance, hoje, considerado o maior e melhor da história literária dos EUA.

Baz Luhrmann, do extravagante e adorável Moulin Rouge, tem seu estilo fílmico conhecido pela crítica e cinéfilos, amados por um, idolatrados por outros ou até desprezado pelos mais conservadores, Baz põe novamente em O Grande Gatsby o mesmo estilo que utilizado em seus outros filmes. Ele sabe fazer isso, e faz bem feito, transportar o espectador para o mundo dos seus personagens de forma exagerada e exuberante, transportando a magia do cinema para o mundo subconsciente dos desejos e sonhos de seu espectador, tornando o filme tão real quando a ficção que o envolve.
Se no início dos anos 20, quando a bolsa de valores americana vivia seu crescimento desenfreado, criando novos milionários e aumentando os cofres dos já existentes, o escritor Scott Fitzgerald lançou de forma morna o romance no qual apresentava Gatsby e seu sonho de reconquistar um amor do passado, oferecendo-a o luxo e a beleza que todo o dinheiro possa provocar, além do seu amor verdadeiro e por vezes, possessivo.


Incorporando Gatsby, vemos um Leonardo DiCaprio cada vez mais talentoso, aprimorado e deixando cada vez mais certo que ele é o ator desta década, como foi com Marlon Brando nos anos 50 e Robert DeNiro nos anos 70, DiCaprio simplesmente oferece o seu melhor com suas expressões do humor a loucura em milésimos de segundos, nos seus silêncios tão gritantes em cena. Ao seu lado, e ainda na busca de seu espaço o frio Tobey Maguire, a beleza de Carey Mullingan, cada vez melhor, e a surpresa fica por conta de Joel Edgerton que consegue ser um antagonista com atuações a altura de DiCaprio
O Grande Gatsby é cheio de brilho, glamour, champagne e declarações de amor.  Um filme criado para ser bonito visualmente, é percebível o cuidado minucioso em cada cor, em cada cenário e em cada panorâmica, as locações sempre grandiosas e com muita riqueza de detalhes, onde percebemos como Baz visualizou a beleza na qual Gatsby envolveu-se pela sua amada. O Grande Gatsby é uma imersão a um mundo de sonhos, de que o amor pode durar por anos, que o dinheiro pode proporcionar grandes festas, mais nunca, nunca mesmo, te devolverá o tempo perdido.

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