Janeiro e seus filmes.

01 fevereiro 2017
2017. Ufa! E hoje, primeiro de fevereiro eu consegui um tempo para dá uma passada por aqui, tirar as teias de aranhas e deixar algum conteúdo. Embora janeiro tenha passado entre os dedos, ligeiro e sorrateiro, não abandonei as salas dos cinemas.

Análise dos filmes que estrearam e que tive a oportunidade (algumas forçadas entre um job e outro) para ir ver:


Moana é apaixonante, tenho certeza que existe um prédio onde profissionais de todas as áreas da psicologia, sociologia, psiquiatria, e estudiosos de todos os cantos do mundo se reúnem para contribuir com a criação dos personagens dos longas da Disney. A história por mais simples que seja é carregada de sentimentos, da ação ao drama familiar, e isto funciona tão bem em Moana que encanta e emociona. Imagine você nascer em um ilha e não saber o que existe além do coral, limite que separa a praia do oceano azul e desconhecido. A Princesa Moana cresce imaginando, sonhando, desbravar as águas além do horizonte, e quando surge a oportunidade, ela entra nesta aventura sozinha, levando consigo a esperança do seu povo que corre risco de extinção. Em alto mar, Moana vai viver aventuras que nos fazem rir e se emocionar em vários momentos. Levar a criançada para ver esta animação é a desculpa perfeita para se desligar um pouco deste mundo dos adultos e relembrar como ser criança é acima de tudo, ter coragem. 


Quero fazer uma postagem bem especial para La la land, afinal é um filme que merece muito mais do que um resumo rápido. O Musical que foi indicado a quatorze Oscars pode não ser o melhor dos melhores filmes nos últimos anos, mas faz uma homenagem linda ao cinema, e gente, se rola metalinguagem, poxa, e é bem feita, lembra aquele outro filme, e aquele outro lá, e tem aqueles posters nas paredes, e aquela cena musical que dá vontade de cantar e dançar também, ta muito bom, merece aplausos. O diretor Damien Chazelle já havia feito um trabalho sensacional em Whiplash, que sem medo afirmo ter um roteiro mais soberano do que La la land, conseguiu fazer um filme especial em toda a simplicidade da sua história. Com dois atores ponta de linha hollywoodiana, uma cidade ovacionada em todo o mundo, várias musicas muito bem interpretadas e um final de formigar os olhos, Damien conseguiu misturar tudo e tirar do forno da mesmice que tem ganhado as salas de cinemas, um filme lotado de clichê mas que é maior que todos eles. Com certeza, La la land vai ganhar no mínimo umas seis estatuetas douradas, que assumo não valerem nada, se pelo menos eu convencer a você de ir ver esse filme agora. Vai gente!


Duas adaptações de games chegaram aos cinemas neste inicio de ano: Assassin's Creed e Residente Evil: O capítulo final. Em Assassin's Creed, as memórias do assassino medieval contadas em um filme confuso, sem direcionamento e cansativo, com direito a ócio puro entre cenas, foi uma decepção quase irreparável, que quase me fez perder a graça que tinha em Michael Fassbender, mas eu ainda gosto dele. Um pouco menos agora. Embora o filme mantenha cenas nitidamente inspirada nos jogos da franquia, o roteiro parece preguiçoso e didaticamente fraco, crianças não suportariam. Já Residente Evil: O Capítulo final é um passo importante para a franquia da Sony nos cinemas, a heroína Alice recebe a ajuda inesperada da Rainha Vermelha e deve retornar até a colmeia, aonde o contagio com T-Vírus iniciou anos atrás, onde deve encontrar o anti-vírus, liberando-o no ar para salvar a humanidade. Mas claro que não será fácil para Alice, e nem pra gente, mantendo o mesmo aspecto dos dois últimos filmes, o diretor Paul W. S. Anderson aumenta a dose de ação e passeia por um roteiro tão previsível que garante uma qualidade mediana ao longa. Se este realmente era o último filme, só o futuro pode nos dizer, mas que a Alice cansou dessa vida de sobrevivente número um, disse eu tenho certeza.  Afinal, também cansamos. 


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