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The Post, 2017.

05 fevereiro 2018 Nenhum comentário

Dia 13 de Junho de 1971, o The New York Times publica uma pequena parte do Pentagon Papers, documento ultra-secreto de 14 mil páginas onde militares, civis e historiadores discorrem informações sobre a relação Estados Unidos da América e o Vietnã, expondo os mandatos de diversos presidentes americanos. Na época, o então presidente Nixon inicia uma caça a todos os envolvidos no vazamento do material, incluindo uma tentativa de impedir as publicações pela imprensa. Key Graham herdeira do The Washington Post, também tem acessos á tais documentos e a decisão de publicar ou não o seu conteúdo poderá levar seu jornal a ser conhecido em todo o país, como também poderá levar Key e seus repórteres à prisão. The Post - A guerra Secreta tem a direção de Spielberg e no elenco estão os maravilhosos Meryl Streep e Tom Hanks. 

O roteiro de Josh Singer, vencedor do Oscar por Spotlight, apresenta The Post com uma narrativa linear que evolui em dramaticidade e suspense. Com um filme que poderia durar umas três horas, Josh consegue ser sucinto, breve e dinâmico, seus personagens desenham personalidades muito bem definidas e mesmo que alguns possuam pouco tempo de tela, possuem existência representativa, como a filha de Ben Bradlee (Tom Hanks) que ao perceber o movimento descomunal dentro de casa, com o entra e sai de repórteres, investe pesado no seu negócio de vendas de suco de limão, uma metáfora perfeita para a uma das principais bandeiras do filme, o empoderamento feminino. 

Meryl Streep, tão boa como sempre, apresenta em Key Graham uma mulher que após perder os dois homens de sua vida, o pai e o marido, precisa mostrar a confiança necessária para ser respeitada como proprietária do jornal e a dona das tomadas de decisões, algo que em nenhum momento do filme parece ser fácil. Streep sobrecarrega uma fragilidade lotada de confiança, o relacionamento com sua filha e seus netos, com o editor-chefe Ben Bradlee, os conselheiros administrativos e seus funcionários em geral demonstra uma delicadeza feminina confiante e sempre muito inteligente. 

O Ben Bradlee de Tom Hanks é um homem fascinado pelo trabalho, sua paixão pelo jornal é tangível, Hanks consegue verbalizar com os movimentos de seu corpo os sentimentos necessários que Bradlee tinha ao desenvolver um trabalho que desse visibilidade para o The Post e o tirasse da acunha de jornal regional para um lugar na grande imprensa nacional. Spielberg demonstra um carinho enorme por este personagem, é notória como o diretor sempre o posiciona de forma a chamar a atenção, mesmo deixando-o como coadjuvante ao dividir as cenas com Streep. A fotografia sempre apresenta Bradlee superior a todos, somente em um diálogo final com sua esposa Tony Bradlee, interpreta pela ótima Sarah Paulson que esclarece de uma vez por toda à Ben que não é ele o dono do sucesso do The Post e sim, Key Graham. Mas uma vez o empoderamento feminino é apresentado.



A Decisão de realizar a publicação o conteúdo do Pentagon Papers é arriscada e coloca Key Graham nas mãos dos seus investidores, da justiça norte americana e contra um dos presidentes mais contraversos dos EUA, Richard Nixon, que acusa tanto o The New York Times como o The Post com a Lei da Espionagem. Mas ao final é muito bem colocado pelo Juiz responsável pelo processo ao afirmar que a imprensa deve servir aos governados e não aos governadores, uma lição que infelizmente no Brasil, a imprensa ainda não aprendeu. 

Dicas de filmes para o Dia das Mães!!

09 maio 2013 Nenhum comentário

Filmes com super mães para curtir com a sua super mãe

Mãe é sinônimo de fortificação, coragem e amor. Na proximidade do dia, comercial, que comemora-se o Dia das Mães, venho trazer dicas de filmes para aqueles que desejam passar o domingo deitado no sofá com a mãe do lado, comendo aquela comidinha que somente a mulher da sua vida sabe fazer e trocando aquele cafuné que você quer toda hora e desejar ter para sempre. Escolhi três super filme com super mães do cinema da última década para representar todas as corajosas mulheres que nos trouxeram ao mundo, são eles: Um sonho possível (2009), Mamma Mia! (2008) e A Pequena Miss Sunshine (2006).

Um sonho possível (2009)


Sandra Bullock ganha o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz por tornar Leigh Anne de Um Sonho possível em uma das mães postiças (termo bem aplicado devido a aparente futilidade da personagem) mais amadas das salas de cinema. Michael Oher um jovem negro, filho de uma mãe viciada e sem ter aonde morar, caminha para a quadra de esportes da escola durante a noite para ir dormir, fugindo assim da chuva que se aproxima. Na estrada surge Leigh Anne e sua família, sua vida muda desde então, a jovem senhora de classe alta convida o garoto para passar a noite em sua casa, anos depois, sempre acompanhado pelo carinho da mulher que o salvou da chuva, Michael Oher torna-se o Big Mike, uma dos melhores jogadores de futebol americano dos EUA. O Carinho de Anne pelo gigante Big Mike acaba comovendo toda a sua família que passa a amar o garoto, multiplicando o melhor sentimento possível que somente uma verdadeira mãe consegue reproduzir: o amor. 

Mamma Mia! (2008)


Donna, papel da bela Meryl Streep em Mamma Mia! é uma mãe incomum e engraçada. O Musical recheado de canções do ABBA é baseado em uma peça musical que estreou em Londres no final dos anos noventa.  No longa a matriarca tenta esconder da filha Sophie (Amanda Seyfried) quem é seu verdadeiro pai, convidando os três possíveis candidatos para seu casamento, Sophie espera que a verdade seja revelada. Os três possíveis pais chegam as ilhas gregas, onde mãe e filha mora para o casamento, provocando em Donna uma leva de emoções por reencontrar os três maiores homens de sua vida em uma história para se acompanhar bebendo um bom vinho e abraçado com sua mãe.  

A Pequena Miss Sunshine (2006)


Um irmão suicida, um marido fracassado, um filho com ideais malucos, uma filha gordinha que desejar ser modelo e um pai que usa drogas, essa é a família de Sheryl, uma forte mãe interpretada por Toni Collette em A Pequena miss Sunshine. Mesmo com esses acumulados de problemas, Sheryl e o marido decidem viajar para um concurso de Miss, do qual a pequena filha foi escolhida para participar. No caminho toda a família começa a ruir, cada qual com seu problema para ser revolvido, e Sheryl precisa ter forças para acompanhar cada dificuldade e ajudar na solução. A pequena miss Sunshine emociona desde seu inicio, um filme que fala de pessoas, com pessoas de verdade, melhor com uma MÃE de verdade.
 
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