Desde
o sucesso de A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, 1999), o gênero de
horror tomou dimensões mais reais. Num envoltório de personagens que possuem o
poder da câmera, falando, olhando e demonstrando suas ações diretamente para o
expectador. Esses filmes já possuem um
público fiel, o que facilita a aceitação do longa pela mídia. Porém, mesmo que
chegando em levas, pois quase todo filme de horror atual quer usar a mesma
primícia, daí o sucesso das franquias REC e Atividade Paranormal, acabam por
repetir sempre o mesmo nas suas continuações. No Brasil, este modelo de filme
foi muito bem utilizado pelo jovem diretor Carlos Júnior, que lançou em julho
do ano passado o longa Matadouro.
A
Qualidade de Matadouro é admirável, desde a edição bem estruturada, formatando
um conjunto de cenas e divisões dos atos que compõem no expectador um
nervosismo peculiar, a atuação dos atores, em sua maioria tão bons na câmera
como se ela mesmo não existisse. A Direção de Carlos Júnior parece sem
limitações, ficamos com a impressão de que os atores, não atuam, e sim, são os
próprios personagens que viveram a história contada.
Se a
recente e equivocada matéria lançada pelo Folha de São Paulo, que descreve
erroneamente a falta de filmes do gênero no Brasil, demonstra que as obras de
diretores como Carlos Júnior, são esquecidas pela mídia, ou são ignoradas,
provocando um grande debate, pois Matadouro, e sua continuação que deverá
estrear ainda este ano, são tão bons, que merecem mais atenção do que alguns filmes comerciais. Viva ao horror
indie brasileiro!
Assista o filme on-line:


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