Infelizmente
por algum tempo, será quase que impossível não comparar filmes de amor juvenil
nascido em traços narrativos de fantasia com a saga Crepúsculo. Os quatro
filmes sobre os vampiros fez ressurgir um gênero forte, e criou um público tão
fiel, que consequentemente vários filmes querem pegar o embalo e ser o novo
queridinho da vez, por sorte, Dezesseis Luas que estreou no último final de
semana nos cinemas , é um filme melhor do que poderia ser, bem mais do que a
saga dos bebedores de sangue.
Dirigido
por Richard LaGravenese, que assina a adaptação do romance que pertence a
coleção Beatiful Creatures, tem em
sua filmografia o P.S. Eu Te Amo (2007) e o roteiro de Água para elefantes (2011),
Dezesseis Luas é a história de amor entre a jovem bruxa Lena Duchannes
(Alice Englert), agora nomeada por conjuradora, e o estudante Ethan Wate (Alden
Ehrenreich), os dois precisam sobreviver a um segredo que envolve a maioridade
bruxa de Lena, que terá que decidir caminhar para o lado do bem ou do mal,
escolha que talvez não estará ao seu alcance.
O
diferencial de Dezesseis Luas são os diálogos afiadíssimos e inteligentes que
passeiam pela fantasia principal da história. O Casal lê o tempo todo, vão ao
cinema, são sarcásticos, vivos e sobretudo, complementam-se. A dinâmica entre
os atores Alice e Alden tem uma performance notável e acreditável. As cenas tem
um tempo bom e acontecem sempre com alguma surpresa ou situação que provoque
alguma risada no cantinho da boca, tipo aquela que damos quando percebemos uma
referência.
O
elenco segura o filme, que com efeitos especiais não tão bem acabados pode
decepcionar pelo clímax clichê, mais que agrada e engessa a qualidade nas
atuações da experiente Emma Thompson, ganhadora do Oscar por Howards End
(1992), que interpreta a mãe malucona de Lena. E a participação de Viola Davis,
convidada para participar do filme pelo próprio diretor que uniu em seu
personagem, dois dos principais personagens do filme; a bibliotecária e a amiga
da mãe de Ethan.
Integralmente,
Dezesseis luas talvez consiga conquistar os órfãs da saga crepúsculos, e para
aqueles que não são fãs da turma de vampiros, e tenham a ousadia de conferir
nos cinemas esta nova saga sobre bruxas, deverá ir com a cabeça aberta e
preparado para amar ou adiar, o bom é que atente-se ao conteúdo que preenche a
vida amorosa do casal, que diferente de Edward e Bella, não ficam falando só
nos dois, eles vão além, vão para o mundo fora de si.



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