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Dezesseis Luas de Richard LaGravenese

04 março 2013 Nenhum comentário




Infelizmente por algum tempo, será quase que impossível não comparar filmes de amor juvenil nascido em traços narrativos de fantasia com a saga Crepúsculo. Os quatro filmes sobre os vampiros fez ressurgir um gênero forte, e criou um público tão fiel, que consequentemente vários filmes querem pegar o embalo e ser o novo queridinho da vez, por sorte, Dezesseis Luas que estreou no último final de semana nos cinemas , é um filme melhor do que poderia ser, bem mais do que a saga dos bebedores de sangue.

Dirigido por Richard LaGravenese, que assina a adaptação do romance que pertence a coleção Beatiful Creatures, tem em sua filmografia o  P.S. Eu Te Amo (2007) e o roteiro de Água para elefantes (2011),  Dezesseis Luas é a história de amor entre a jovem bruxa Lena Duchannes (Alice Englert), agora nomeada por conjuradora, e o estudante Ethan Wate (Alden Ehrenreich), os dois precisam sobreviver a um segredo que envolve a maioridade bruxa de Lena, que terá que decidir caminhar para o lado do bem ou do mal, escolha que talvez não estará ao seu alcance.
O diferencial de Dezesseis Luas são os diálogos afiadíssimos e inteligentes que passeiam pela fantasia principal da história. O Casal lê o tempo todo, vão ao cinema, são sarcásticos, vivos e sobretudo, complementam-se. A dinâmica entre os atores Alice e Alden tem uma performance notável e acreditável. As cenas tem um tempo bom e acontecem sempre com alguma surpresa ou situação que provoque alguma risada no cantinho da boca, tipo aquela que damos quando percebemos uma referência.

O elenco segura o filme, que com efeitos especiais não tão bem acabados pode decepcionar pelo clímax clichê, mais que agrada e engessa a qualidade nas atuações da experiente Emma Thompson, ganhadora do Oscar por Howards End (1992), que interpreta a mãe malucona de Lena. E a participação de Viola Davis, convidada para participar do filme pelo próprio diretor que uniu em seu personagem, dois dos principais personagens do filme; a bibliotecária e a amiga da mãe de Ethan.


Integralmente, Dezesseis luas talvez consiga conquistar os órfãs da saga crepúsculos, e para aqueles que não são fãs da turma de vampiros, e tenham a ousadia de conferir nos cinemas esta nova saga sobre bruxas, deverá ir com a cabeça aberta e preparado para amar ou adiar, o bom é que atente-se ao conteúdo que preenche a vida amorosa do casal, que diferente de Edward e Bella, não ficam falando só nos dois, eles vão além, vão para o mundo fora de si. 


 
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