Curta Metragem - Um Do Outro

23 agosto 2013
Ano novo, 2011. Havia um sonho inatingível que me consumia: fazer cinema. O Desejo de ver filmes, comprá-los e colecioná-los já não me bastava, eu queria mais, queria ir além, queria fazer filmes. Mas como? Pensei e busquei, ainda no orkut, alguém que estudasse cinema, descobrindo comunidades de cursos audiovisuais cheguei a duas únicas existentes aqui em Fortaleza, descobrindo assim uma oportunidade: fazer vestibular e entrar para a graduação em Audiovisual e Novas mídias da UNIFOR. Passei, fiz matricula e o curso começou. 

Mudou minha vida.

Corre em minhas veias o desejo pelo fantástico, pelo inexistente, pelo mundo sonhador de cada pessoa, cada personagem que eu conheça ou venha a conhecer. Logo, entrei para grupos de estudos, e em dois meses estava em meu primeiro set de gravação, segurando o boom do aúdio, sentindo dolorir os braços para mantê-lo firme e não derrubá-lo no meio da gravação. Nascia minha primeira participação no documentário Break, ainda em pós-produção, então dediquei-me a produção, fui atrás de locações, personalidades, mandei e-mails, telefonei, visitei espaços e participei de toda as gravações do documentário Contramão: a história do Maracatu cearense, orgulho firmado e a primeira produção com minha participação, tem cunho histórico importantíssimo para a cultura de Fortaleza, sendo elogiada por professores universitários e historiadores. 

Surge o convite para produzir uma ficção, com o roteiro em mãos, e nas primeiras reuniões de pré-produção e leitura do roteiro, idealizo o título: Um do Outro, aprovado pelos diretores e equipe de produtores, nascia um novo filho.

Um do Outro teve locações em duas cidades, subimos e descemos equipamentos por dunas, ficamos em meio a briga de gangues, multas de carro, muita gasolina e horas de gravação. E quase cinco mil reais depois, no dia 06 de Outubro de 2012 lançamos o curta na Teatro Celina Queiroz, lotamos a sala, pessoas estavam sentadas no chão. Orgulho, define. Depois, abrimos o festival de cinema de Maracanaú, outro orgulho. Hoje, passado quase um ano, reassisto-o por tantas vezes e percebo algumas falhas que na época não eram percebíveis, mas enfim respiro aliviado e muito feliz, pois quando em 2011 eu pensava em sonho, hoje tenho certeza de que posso e consigo.





Assistam Um do Outro:



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